"Quer ajudar a mudar o mundo, arruma a tua gaveta..."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um pequenino olhar sobre FRIDA KHALO


A Frida, como muitas outras coisas boas que conheço me foi apresentada pela minha rima...(Mazane) e foi apaixonante... (como muitas outras coisas apresentadas por elas). E por julho ser um mês dedicado a Frida, resolvi externar o meu pequenino olhar a respeito dessa brilhante artista mexicana.

Uma pintora mexicana que tem em seu trabalho muitos auto-retratos, com um estilo característico do México. Frida aos 18 anos sofreu um grave acidente o que a levou começar a pintar durante a recuperação.

Quando penso em Frida me vem rapidamente à mente CORES, muitas cores, a imagem de uma mulher muito a frente de seu tempo que conseguiu fazer de uma vida marcada por tanto sofrimento algo belo e colorido.

Com apenas 13 anos, Frida fez parte da juventude comunista. A Revolução Mexicana buscou implantar mudanças fundamentais na estrutura social do México. Frida se identificou com a Revolução Mexicana, 1910-1920, de maneira tão viva que ela dizia ter nascido em 1910. Assim como ela, o México estava num momento de reconstrução de sua identidade.


Aos 16 anos, incentivada pelo pai, e com o não consentimento de sua mãe, ingressou na Escola Preparatória Nacional, na qual havia um total de dois mil alunos, sendo apenas trinta e cinco moças. Era um estabelecimento pós-secundário de propriedade do Estado, que seguia um programa de estudo tendo em mente o ingresso na faculdade de medicina. Era os planos de Frida e de seu pai, tornar-se médica. Frida era muito inteligente e danada, por isso manteve uma notoriedade na escola. Foi nessa época que surgiu o seu interesse pela política. E foi nesta escola, que conheceu sua primeira paixão, Alejandro Gómez Arias. Neste período, ela participava ativamente do movimento estudantil e fazia parte de um grupo chamado Os Cachuchas, composto por sete rapazes e duas moças. Onde é interessante lembrar que todos se tornaram profissionais destacados no México.

Foi nesta escola, que ela conheceu Diego Rivera, o qual me permito não fazer referencias vou apenas transcrever algo dito pela própria Frida:

houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você sem dúvida foi o pior deles.


''Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida. Vou esperar mais um pouco... ''


Dona de uma obra marcada pelo exagero. Exagero de cor e dor, de alegria e de agonia inerente a mulher. A ficção e realidade caminham de mãos dadas, em um mundo de cores, muitas cores, tonalidades capazes de transformar a dor em algo belo.


Frida morreu na madrugada de 13 de julho de 1954 em decorrência de uma embolia pulmonar. Deixa-nos além de um legado de obras que impressiona o mundo, uma história de vida marcada por paixões e cores.



Verônica Alencar



3 comentários:

Mazane disse...

Esse mês de julho com certeza merece uma celebração "às muitas cores" de Frida Kahlo, gostei demais do texto minha rimã!!!!!

Sentimentalidades-Todas disse...

Égua!!!!
Do Carvalho, Voluptuosa!!
E nem fomos à exposição. buááááá
bjs!!!

Sentimentalidades-Todas disse...

Ei!!!!!
tem presentinho pra vc no sentimentalidades

bjs!!!